Mantenha a linha na gravidez e saia magra da maternidade

Quilos extras na gravidez? Não! Veja como engordar apenas o necessário para o seu bebe nascer forte e saudável.
1) Faca 6 pequenas refeições por dia: café da manha, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Assim, você não passa muito tempo sem comer nem corre o risco de exagerar na comida.
2) Capriche na escolha de alimentos ricos em fibras (frutas e verduras, por exemplo), que ajudam o intestino a funcionar bem e dão aquela sensação de saciedade.
3) Se você enjoar muito, de preferência a alimentos pastosos como sopas-creme e purês de legumes, de fácil digestão. Só não devem conter muita gordura: evite engrossar com creme de leite e maneire na manteiga.
4) Estabeleça horários determinados para as suas refeições e siga-os a risca. Evite comer fora de hora.
5) Tente diminuir o consumo de sal. Assim, você previne o aumento da pressão arterial e os inchaços causados pela retenção de líquidos.
6) Comece as refeições pelos alimentos crus, como verduras e legumes. Alem de conterem poucas calorias e muitos minerais, fibras e vitaminas, eles também ajudam a "encher'' a barriga e evitam que você coma demais.
7) Mastigue muito bem os alimentos antes de engoli-los. Assim, você facilita as coisas, exigindo menos do estomago, do fígado, do pâncreas e do intestino durante todo o processo digestivo.
8) Faça suas refeições com calma, sem pressa de acabar.
9) Cuidado com as gorduras e o açúcar. Prefira o saudável azeite de oliva extravirgem, óleo de girassol ou canola, ao preparar uma receita. O mesmo vale para o açúcar, cujo consumo deve ser reduzido.
10) Monte um cardápio variado para obter todos os nutrientes de que você e o bebe precisam. Seu prato deve ser bem colorido - um indicio de variedade de nutrientes.
11) Tome muita água para atacar o inchaço. Mas não nas refeições - o ideal e 30 minutos antes ou depois de comer.
12) Cuidado com os alimentos dietéticos e adoçantes em excesso. Eles contem muitas substancias químicas que podem prejudicar a saúde do bebe. Converse com o seu médico sobre o assunto.
13) Um café da manha reforçado e rico em nutrientes não quer dizer necessariamente um café da manhã engordativo. Duvida? Então anote: 1 copo de leite com achocolatado, 1 fruta, 1 pão francês, 1 fatia fina de queijo branco e 1 fatia fina de presunto são os ingredientes para uma refeição leve e equilibrada.
14) Evite ter caixinhas de balas e bombons espalhadas pela casa. Elas são um convite a ficar beliscando. Guarde todos os alimentos na cozinha.
15) Faca das frutas boas aliadas. Ricas em nutrientes, contem menos calorias que um doce e tem bastante fibras. Na hora da fome, coma uma maca, 1/2 mamão papaia, uma fatia de abacaxi ou alguns morangos (sem açúcar).
16) não deixe os exercícios físicos de lado. Muitos deles são perfeitos para as grávidas porque são de baixo impacto. E o caso da caminhada, da natação e, principalmente, da hidroginástica. Pratique-os pelo menos 3 vezes por semana, durante uma hora e em intensidade moderada.
17) Aprenda a relaxar antes de iniciar uma refeição. Pare uns 15 minutos e desligue a cabeça dos problemas e do trabalho. só então monte seu prato e coma. Mais tranqüila, você tende a comer menos.
18) Muitas mulheres sentem "desejo" de comer algo especial, um prato diferente, durante a gravidez. Mas se você não quiser engordar terá de aguardar ate o horário da próxima refeição. Troque-a pela comida que tanto deseja, lembrando-se de comer devagar e saboreando o prato.
19) Fazer dieta por conta própria não e recomendável, principalmente na gravidez. Procure um medico ou uma nutricionista para ajuda-la a montar um cardápio de baixas calorias.
20) O aumento de peso aceitável ate o fim da gestação e de 9 a 12 kg. Fique atenta ao ponteiro da balança.
21) O argumento de estar comendo por 2 não passa de uma boa desculpa para exagerar na comida. Seu organismo passa os nutrientes necessários para o feto na quantidade exata. Todo o resto vai ficar armazenado no seu corpo ou me no do bebe, gerando excesso de peso indesejável para ambos.
22) Preste atenção também as mudanças no seu visual. Olhe-se no espelho ou sinta seu corpo ao passar um hidratante. Assim, você acompanha cada mudança passo a passo e não perde a noção de sua verdadeira imagem corporal.
23) Muitas mulheres abandonam o cigarro para evitar problemas para o feto. Ate ai, tudo bem. Mas elas acabam transferindo suas ansiedades para a comida, correndo o risco de engordar mais do que devem. Se este e o seu caso, tente uma psicoterapia para aprender a relaxar e controlar a ansiedade. Consulte seu medico para saber qual e a mais indicada.
24) Evite as comidas muito condimentadas. Elas podem irritar o estomago e dificultar a digestão.
25) Coma um file de peixe, frango ou carne todos os dias. A carne, alem de dar uma sensação de saciedade - você demora para voltar a ficar com fome -, garante proteínas suficientes para o bebe e ainda ajuda a dar elasticidade a pele, evitando estrias.
26) Lembre-se: a mudança em seu corpo e temporária e ele pode voltar ao que era em poucos meses. Mas, para isso, e preciso que você controle bem o seu peso durante a gestação.
27) não tome remédios para emagrecer, como moderadores de apetite ou aceleradores do metabolismo. Podem fazer mal não só a você mas também ao seu bebe.
28) não deixe totalmente de lado as suas atividades normais só porque esta grávida. O mais recomendável e diminuir um pouco o ritmo, porque assim você se mantém ocupada sem se cansar e não fica tão disponível para comer fora de hora.
29) Se você já sofria de excesso de peso antes da gravidez, deve redobrar as atenções com o cardápio. Se engordar só o necessário, poderá aproveitar o parto para livrar-se de todos os quilos que a incomodavam.
30) De um tempo nas bebidas alcoólicas. Alem de muito calóricas, podem fazer mal a saúde do seu bebê.

(Fonte: Revista "Dieta já", edição 24 - consultoria: Juliane Guilherme, nutricionista e Rejane Sbrissa, psicóloga especializada em obesidade)

 

 

Prazer na gravidez

Antes, durante ou depois da gravidez, a intensidade e o prazer na vida sexual dependem do que se passa pela sua cabeça - e de seu companheiro. Portanto, relaxe e desfrute!
Durante a gravidez, as relações sexuais revelam todos os grilos que a gente nunca percebeu que tinha. Existem milhares de explicações bastante aceitáveis para isso. Pode ser o resultado de uma regressão à infância - necessária para que a mulher possa entender e cuidar do seu bebê. Ou então um reflexo de problemas que ficaram reprimidos durante toda a vida. Existe também a possibilidade de ser incompatível transar e manter a imagem culturalmente mais aceita de mãe (aquela mulher santa, assexuada, perfeita, tão parecida com a Virgem Maria). Se você for adepta da linha de pensamento que credita todos os males ao corpo, a culpa pode ser colocada nos hormônios, esses malvados.
No final, resta o impasse sobre a cama do casal. E, como sempre acontece quando o assunto é sexo, o tema é mais que delicado. Pior: envolve uma etapa desconhecida para marinheiros de primeira viagem, cercados por enjôos, mudanças de papéis e físicas, além de muita falta de informação sobre si mesmos.
Antes mesmo das primeiras comemorações, a mulher já  percebe sua gravidez. Reações possíveis são muitas: vão da extroversão dos sentimentos à reclusão. Nada é positivo ou negativo em si mesmo. Por definição, o que importa é a sua postura a respeito da vida e como você acha que é: positivo ou negativo. Sim, senhora, a responsabilidade é toda sua. As perguntas são muitas e listá-las com respostas o mais claras possíveis é fundamental. A ordem é a mais natural possível: do começo para o final da gestação, seguido pelo pós-parto.
 
Quais são as providências para manter a vida sexual ativa? Quanto mais informação vocês tiverem, maiores as chances de viver a gravidez em harmonia e de forma saudável. Quando souber que está grávida, marque uma consulta com o ginecologista e peça a seu companheiro para ir junto. Preparem-se para esse encontro, elaborando uma lista com todas as dúvidas que vocês têm. Vale desde curiosidades, fantasias, mitos. "Até quando podemos transar?" "Vamos machucar o bebê?". A freqüência das relações e quais são as melhores posições são assuntos que podem e devem ser discutidos com o obstetra. Não ache que uma única consulta irá bastar. Mostrem ao médico a sua insegurança, de forma que ele possa perceber as dificuldades e ajudá-los a superá-las. A lição é antiga, mas sempre estamos esquecendo: a gente acha que só acontece com a gente, mas o problema é geral e os bons médicos costumam ser ótimos para dar soluções simples e práticas nessas questões.
Como superar essa enorme distância entre nós? Sexo sempre começa com envolvimento, certo? Só que durante a gestação, não é raro o homem sentir-se excluído. Para tornar a vida mais rica e completa, não se esqueça que nem só de coito vive um casal. Há carícias, beijos, abraços e massagens que são possíveis antes e depois do bebê nascer. Se o projeto do filho é comum, do casal, nada mais justo que vocês partilhem seus melhores momentos - e, por que não lembrar, os piores também. Além da decoração do quarto e do enxoval do bebê há muito mais a descobrir. Que tal partilhar as consultas, os exames, os cuidados com o bebê, angústias e medos?
 
Como manter a intimidade? As mulheres passam por transformações rápidas durante a gravidez. Conviver com elas muitas vezes significa mau humor, emoções à flor da pele e algum choro. E o processo invade nossa cama. Além de contar com a compreensão do marido, é importante você mesma tentar entender o que está acontecendo. O mau humor e a tristeza são passageiros e não devem invadir a intimidade do casal, mas ser um bom motivo para estar junto e viver bem.
 
É normal não ter desejo? A perda da libido pode muito bem ser atribuída aos malfeitores da gravidez: os hormônios. Mas não só a ele. Há mulheres que não querem transar, enquanto outras ficam mais acesas e há, ainda, um 3º grupo que não vê alterações. Como sempre existem dois lados no sexo, é importante lembrar que o homem também vive momentos difíceis. O corpo da sua companheira muda, ele se sente inseguro e, muitas vezes, não sabe direito o que está acontecendo. Além de longas conversas, com toda a sinceridade que vocês têm, é preciso uma boa dose de compreensão e toda a imaginação que vocês tiverem disponível para manter o relacionamento saudável.
 
Ainda posso ser sensual? O corpo mudou e você se sente uma baleia, mesmo controlando o peso. Cintura mais larga, seios enormes e os desconfortos típicos da gravidez podem ser um balde de água fria para o desejo (dos dois). O 1º passo é libertar-se da idéia de que "esqueleto é bonito". Não é preciso ser "sem barriga" para ser sensual. As grávidas costumam sentir-se bem, plenas, fortes. Use esses sentimentos para seduzir seu marido e surpreenda-se: ele pode gostar muito de transar com você nesses estado de graça.
 
Posso transar em qualquer posição? As posições sexuais também mudam na gestação. Se dois casais não fazem sexo do mesmo jeito, um casal vai ter de aprender a mudar durante os 9 meses. Uma posição difícil, depois da barriga começar a despontar, é o velho papai e mamãe. Melhor a senhora comandar a ação, ficando por cima, ou vocês transarem de lado, encaixando-se - aliás, uma posição que eles costumam gostar muito.
 
Ele não me quer mais! Segundo a psicóloga Lyani Prado Grunwald, a rejeição masculina raramente é devido às formas da mulher. Muitas vezes eles se sentem excluídos da gravidez, como se a mulher fosse de outra pessoa. É difícil descobrir que fazem parte do processo. É hora de você liderar, convocando para as consultas e conversando - sem cobranças e com jeitinho.
 
Morro de medo que ele vá procurar outras mulher. O que fazer? Se a atração entre vocês sempre existiu e vocês estiverem com a afetividade em dia, é hora de pensar as razões da preocupação. Lyani Prado Grunwald diz que os cuidados consigo mesma, como controle do peso, atividades físicas e todos os tratamento de pele e cabelo são atitudes que deixam o parceiro orgulhoso e podem ser uma fonte de prazer para o casal. Se seu desejo tiver sumido, nada como fazer  tudo isso e continuar dando e recebendo bons beijos e abraços longos, não se furtando ao contato físico.
 
O que impede sexo na gravidez? A gestação de risco. Sangramentos, hipertensão e diabetes não controlado geralmente exigem repouso absoluto. Nesses casos, segundo o obstetra Domingos Silvestrini, a penetração pode provocar contrações no colo do útero e até mesmo a ejaculação é um risco, por causa da prostaglandina  (substância do esperma), que pode provocar contrações. Em alguns casos, até masturbação e sexo oral são desaconselháveis, pois o orgasmo provoca contrações da musculatura abdominal que podem ser perigosas.
 

O BEBÊ NASCEU !

Depois do parto, junto com a nova rotina de fraldas e mamadas, começa uma nova etapa no relacionamento sexual.

Quando posso voltar a ter relações? Assim que o médico der alta. Normalmente os pontos (sejam da cesárea como da episiotomia) demoram 10 dias para cicatrizar. O útero leva cerca de 6 semanas, dependendo da mulher, para voltar ao normal. Além disso, há uma verdadeira revolução hormonal acontecendo. O estrógeno (hormônio que estimula a libido) não é produzido e pelos ovários e sobram os hormônios de amamentação, que a reduzem. Os seios costumam doer um pouco e existe a possibilidade de de engravidar novamente, já que a amamentação não inibe totalmente a ovulação. Esse é um bom tema para sua consultas de retorno ao obstetra, que deve ampará-la e ajudá-la a resolver essas e todas as outras dúvidas que você tiver. Afinal, ele é a pessoa mais indicada para avaliar suas condições físicas. Não esqueça, ainda, que seu companheiro também pode dar seus palpites no tema.

Como vai ser a 1ª vez depois do parto? Há muitos mitos sobre a 1ª relação depois do parto. Em 1º lugar, você não é obrigada a transar assim que o médico der o sinal verde. Se seu companheiro quiser e você não, a única saída é falar a verdade. Uma boa idéia é lembrar que o corpo da mulher ainda está se recuperando, portanto, nada de afobação. Vão devagar e curtam carinhos e carícias - mães e pais recentes também são gente e têm direito de sentir prazer e desejo. Uma recomendação da Drª Ceci Mendes Carvalho Lopes: abusem de lubrificantes neutros, pois a vagina costuma ficar um pouco ressecada nesta fase.

Vou ter orgasmos depois do bebê nascer? Quanta ansiedade! As primeiras relações são complicadas para homens e mulheres - não se engane, vocês estão começando de novo. Insistir em orgasmos e esperar o desempenho máximo de seu companheiro pode ser frustrante.

Existe uma posição ideal no pós-parto da cesariana? Tudo depende, como sempre, de vocês dois. Uma boa posição é a de lado, de costas para o homem, com a barriga livre. Ficar por cima de seu companheiro também pode dar certo.

E se eu tiver um parto normal? Então o seu problema não será posição, mas a falta de elasticidade do períneo, que ainda está em fase de recuperação. Nada como exercitar a região para facilitar o prazer.

Existe algum problema com os seios no pós-parto? É melhor preferir carícias leves, já que eles ficam sensíveis e o leite pode vazar. Evite sustos, lembrando que a excitação contrai os seios e o leite poderá correr um pouquinho.

O bebê será um empecilho? Bom humor será fundamental no recomeço. O bebê não sabe que vocês estão transando e as interrupções são inevitáveis. Nada como rir um pouco e recomeçar de onde vocês pararam.

Como prevenir uma nova gravidez durante a amamentação? Converse com seu médico e descubra qual o melhor método. As opções são: DIU, diafragma, camisinha e, eventualmente, a pílula. Cada um tem seus prós e contras, que devem ser discutidos com o médico e com seu companheiro antes da alta no pós-parto.

A tabelinha funciona durante a amamentação? Ela é arriscada. Durante os primeiros meses de aleitamento, sua menstruação não terá regularidade - por causa dos hormônios envolvidos na produção do leite. Até que tudo volte a
funcionar como antes da gravidez, é melhor usar um método mecânico ou químico. A razão é bastante simples: os hormônios atrasam a menstruação, mas não evitam a ovulação (e você não saberá quando ela acontecerá).

Posso usar a pílula enquanto amamento? Embora a pílula seja considerada o anticoncepcional mais seguro, ela é contra-indicada durante a amamentação. O estrógeno e a progesterona, presentes na sua fórmula, passam através do leite. Os obstetras estão usando, quando essa é a escolha, a mini-pílula, que tem teores mais baixos e outra formulação.
(Consultoria: Drª. Ceci Mendes Carvalho Lopes, Dr. Domingos Silvestrini, ginecologistas e obstetras; Drª Lyani Prado Grunwald, psicóloga e terapeuta de casais)

 

 

Diabetes e gravidez

Os estudos de diabetes e gravidez datam desde o século XIX. Nesta época os autores referiam não conhecerem diabéticas grávidas pois acreditava-se que estas não engravidariam. Na verdade se engravidavam corriam risco de vida e quando a gravidez evoluía os fetos não sobreviviam, morrendo ainda dentro do útero sem causa aparente...

Com o surgimento da insulina neste século (1922), pôde-se ajudar as pessoas portadoras de diabetes e mais mulheres passaram a conseguir engravidar e mais fetos começaram a chegar ao final da gravidez com mais chances de vida.

Somente a partir de 1970 com estudos mais detalhados do metabolismo de carboidratos e da gestante é que se pode saber como e quando intervir numa gravidez e melhorar o prognóstico materno e fetal.

Hoje com uma boa equipe composta de obstetra, endocrinologista, nutricionista, enfermagem, psicóloga, anestesista e neonatologista experientes, temos ótimos resultados no desfecho da gravidez.

A gravidez provoca alterações metabólicas importantes visando o feto, seu crescimento e desenvolvimento. O organismo materno se adapta para mandar para o feto quantidades de energia cada vez maiores dependendo da idade da gestação, principalmente no final quando as necessidade energéticas do feto aumentam ...e isto ele faz "provocando" uma resistência à ação da insulina nas células da mãe. Assim a glicose não consegue passar adequadamente do sangue para as células maternas e "sobraria" mais glicose para ser transportada via placenta para o feto.

Na diabética estas alterações levam a descompensações importantes do sistema insulina-glicose, com alterações graves na mãe e também anomalias fetais.

Podemos ter basicamente, 3 tipos de diabetes associados a gestação:

-Gestantes diabéticas cujo diagnóstico foi feito antes da gravidez atual.

-Gestantes com história sugestiva de diabetes .

-Gestantes sem história nenhuma de diabetes que desenvolvem a diabetes durante a gestação.

Para fazermos o diagnostico da diabetes podemos realizar os seguintes exames:

1-Glicemia de jejum.
2-Teste de tolerância a glicose.
3-Hemoglobina glicosilada.

Influência do diabetes na gestação.

É comum associação de pielonefrite (infecção dos rins) e gravidez. Na diabética esta associação esta muito aumentada, devendo-se fazer uroculturas periodicamente, para tratamento, prevenindo assim problemas maiores para a mãe que pode ter descompensado seu diabetes devido a infecção.

Pode levar a pré eclampsia , devendo ser rigorosamente investigada sinais que possam lembrar tal doença, tais como ganho excessivo de peso, aumento da pressão arterial e edema generalizado, entre outros.

Coma cetoacidótico (estado comatoso inconsciente desencadeado por níveis elevados de açúcar no sangue), é raro nos tempos de hoje, encontrando-se complicações como retinopatia (doença na retina -nos olhos- causada pela diabetes que pode levar a cegueira), coronariopatia (doença das coronarias -coração-), nefropatia (doença dos rins) e doença vascular em pacientes que não fazem nenhum tipo de acompanhamento, ou naquelas que tem quadro tão grave de diabetes, que esta contra indicado formalmente a gravidez.

Abortamento- A descompensação diabética, leva a alterações do endométrio (revestimento interno do útero) dificultando a nidação do ovo (local em que o ovo vai fazer seu ninho, suas raízes). É comum a associação de abortamento precoce em mulheres que não fazem controle do diabetes.

Prematuridade- As causas mais comuns de prematuridade na gestante diabética, são o poliidramnio (aumento de líquido amniótico em excesso), a cetoacidose (estado de descontrole de metabolismo do açúcar, em que as células ficam com falta de energia e fabricam mais "cetonas" do que seria normal), as infecções, ruptura prematura de bolsa e as indicações de parto prematuro por alterações da vitalidade fetal.

Poliidramnio- o mecanismo de formação do hidramnio ainda é desconhecido, porem a diurese fetal (quando o bebê faz xixi dentro do útero) seria a explicação mais aceita, aumenta a diurese com aumento da glicemia fetal, aumento do volume urinário, aumento do líquido amniótico.

Macrossomia - bebê grande para a idade gestacional .

Na mamãe obesa e nas diabéticas gestacionais, haveria aumento de peso do bebe devido a aumento de triglicérides no sangue fetal e outros fatores associados no metabolismo de hidratos de carbono.

Anomalias congênitas- A incidência de anomalias varia de 5 a 10 %, inclusive as fatais. As anomalias mais comuns são: a síndrome de regressão caudal, cardíacas, sistema nervoso e esquelético. Os fatores que levam a formação de anomalias, ainda não são muito conhecidos. Alguns são aventados, como: a hiperglicemia levando a alterações metabólicas na concepção e na embriogenese; episódios de hipoglicemia com morte celular; alterações vasculares do útero e da placenta levando a má nutrição e oxigenação fetal. Outros tipos de anomalia podem acontecer não associados diretamente a diabetes materno.

Mortalidade perinatal (número de bebês que morrem antes e após o parto)– A mortalidade perinatal reduziu-se consideravelmente, graças ao melhor conhecimento do metabolismo dos hidratos de carbono e melhor acompanhamento clínico da diabetes na gravidez. Aliado a isto temos tecnologia avançada para acompanhamento do bem estar fetal podendo ter o momento oportuno para interromper esta gravidez. Assim, o número de recém-nascidos prematuros e a incidência de síndrome de desconforto respiratório são muito raros, melhorando as condições de vida do bebê.

Síndrome do desconforto respiratório- A elevada incidência de síndrome de desconforto respiratório, mais particularmente a doença da membrana hialina decorria da prematuridade e do diabetes em si. Estudos experimentais refere que o aumento da insulina fetal seria responsável pelo retardo da maturação do pulmão. É também bastante provável que o diabetes interfira nas células pulmonares fetais e a insulina teria influência na síntese de substâncias que agem na maturação pulmonar. Essas alterações podem ocorrer com incidência mais elevada em bebês pré- termo e não em bebês maduros, que ultrapassem 37 semanas.

Hipoglicemia (diminuição de glicose no sangue), hipocalcemia (diminuição da quantidade de cálcio no sangue) e hiperbilirubinemia (aumento de quantidade de pigmentos biliares no sangue)- A hipoglicemia é comum surgindo logo após o parto persistindo por horas ou dias e exigindo tratamento durante todo o período (glicemia do recém-nascido abaixo de 40 mg/dl). O tratamento é feito com doses de ataque e depois doses contínuas de glicose.

A hipocalcemia acontece em 8 a 22% dos casos sendo também facilmente tratada.

A hiperbilirubinemia incide em 15 a 20 % dos recém-nascidos tendo como causa a prematuridade e a poliglobulia.

Dieta na gravidez- Durante a gravidez devemos utilizar de 1800 a 2000 calorias e quando necessário até um pouco mais. As grávidas diabéticas que têm o peso ideal damos 2000 calorias por dia. As que estão acima do peso damos uma dieta de 1800 calorias. A dieta deve ser fracionada em cinco refeições com intervalos de aproximadamente 3 horas. A mamãe deve ser sempre orientada por uma nutricionista. Não se pode padronizar uma dieta única para todas as mães.

Cuidados especiais- Consultas de pré-natal cuidadosamente marcadas, combate aos vômitos, tratamento das infecções, evitar ganho de peso, repouso em decúbito lateral esquerdo, internação se necessário em qualquer intercorrência, controle rigoroso das funções cardiovascular e renal, controle domiciliar de glicosúria e cetonúria, avaliação ultrassonográfica mais detalhada com intervalos que podem ser mensais.

Internação- A internação pode ser feita já no início da gravidez para adequar a dieta e as doses de insulina (os hipoglicemiantes orais devem ser suspensos). A internação poderá se repetir em qualquer intercorrência ou quando há necessidade de adequação novamente às doses de insulina.

A diabetes e gravidez esta deixando de ser um pesadelo para as mamães para se tornar mais uma das doenças associadas a gravidez. Com cuidados especiais e pré natal adequado tudo poderá correr muito bem.

Dra. Izilda Ferreira Pupo - Ginecologista-Obstetra

 

 

MAL-ESTAR PODE SER UM BOM SINAL
"Apesar de incômodos, os sintomas iniciais de gravidez, como enjôo e sono,
indicam que tudo está bem com você e o bebê"
 
Antes mesmo de você ter a certeza de que está grávida, eles já devem ter aparecido. São os famigerados sintomas, tirados de letra por algumas futuras mamães e vividos como um martírio por outras. O aparecimento dos sintomas varia de mulher para mulher e mesmo entre gestações da mesma pessoa. Em geral, a dor nos seios começa cerca de 3 semanas depois da concepção; náuseas e a vontade de urinar freqüentemente, após 4 semanas. Os desconfortos não servem só para atrapalhar a festa do resultado positivo. eles são uma indicação de que tudo está certo. Explicando: caso o embrião não esteja fixado de maneira correta ao útero, os níveis hormonais necessários para sustentar a gravidez se mantém em baixa e não chegam a desencadear os sintomas. Pode haver, aí, um potencial risco de aborto.
 
Corpo e Mente
A relação entre falta de sintomas e risco para o bebê não é regra: existem mães que não sentem que estão grávidas até o feto começar a mexer e o útero a aumentar, e outras que abortam mesmo tendo enjôos. "A vivência dos sintomas depende muito da aceitação da gravidez. Caso a mulher ainda não tenha aceito seu estado, o que é normal, vai ter seus desconfortos potencializados", explica o ginecologista e obstetra Mauro Sancovski. Os sintomas são resultado da ação da gonadotrofina, o hormônio analisado nos teste de gravidez. Outros fatores, entretanto, aumentam sensações desagradáveis. "Os enjôos são mais freqüentes nas mulheres que ficam muitas horas em jejum. Isto ocorre porque os níveis de glicose no sangue caem mais rapidamente, pois é preciso suprir o bebê", informa o obstetra. O jeito é comer várias vezes e em pequenas quantidades. Frutas ácidas - laranja, limão e abacaxi - ajudam a evitar o problema, bem como alimentos gelados, como sorvete.
 
Viva Bem
O aumento nos seios, que se preparam para a amamentação, é mais fácil de cuidar. Basta usar sutiãs com boa sustentação, de algodão. O sono aumentado tem como prováveis culpados a ação hormonal e a retenção de líquidos. Durante a gravidez isso acontece em todos os órgãos, inclusive no cérebro, avisa o obstetra Carlos Bárbaro, do Hospital Santa Joana. Nada de segurar o xixi. Quando a vontade vier, urine. "Há duas fases em que o desconforto aparece. No final, porque a cabeça do bebê comprime a bexiga. No começo, quando a compressão é feita pelo útero, que acabou de receber o embrião e começa a aumentar", diz Sancovski.
 
(Fonte:"Revista "Mãe, você e seu filho, edição nº 58)

 

 

ULTRA-SONOGRAFIA: QUANTAS DEVO FAZER?
"O exame que mostra o bebê tem indicação precisa.
Segure sua curiosidade e deixe o médico tomar a melhor decisão"
 
Já fez o ultra-som? A pergunta, que marca o pré-natal de nossos dias, é resultado da difusão do exame entre obstetras. Em geral, as mulheres adoram fazer a ultra-sonografia, uma forma de ter certeza que está tudo bem com o bebê - e, claro, saber o sexo. Entre nós, leigas, ela decide a cord do quarto e os itens do enxoval. Para os médicos, o exame é uma outra forma de acompanhar e avaliar as condições de saúde da gestante como do feto. Embora as indicações sejam claras, variam de acordo com a gestação. No serviço público, por exemplo, é realizada uma única vez - nada assustador, pois é o que acontece em países desenvolvidos, como a Inglaterra. Afinal, fita métrica e estetoscópio sempre foram garantia de um bom pré-natal. Já nos consultórios particulares que têm o aparelho, a cada consulta é feita uma ultra-sonografia, como rotina. "Em pacientes com sangramento ou pressão alta chegamos a pedir até duas por semana", explica a ginecologista e obstetra Gelde Stocchero.
 
Quando Fazer?
Em condições normais, apenas 3 exame seriam necessários, ma opinião de Denise de Araújo Pedreira, obstetra do Grupo de Medicina Fetal do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Existem fases específicas para pedir-se o exame", garante. No primeiro trimestre, é útil para verificar a data prevista para o parto. "Cerca de 40% das grávidas não podem tomar como base o dia da última menstruação para fazer as contas de quando o bebê vai nascer", afirma. A ultra-sonografia também pode ser uma ajuda extra para detectar doenças congênitas, como anencefalia (ausência do cérebro). No primeiro trimestre, também é feita a translucência nucal, uma medida que indica problemas genéticos, como Síndrome de Down. Já o 2º exame, conhecido como ultra-som morfológico, deve ser realizado entre a 20ª e 22ª semanas de gestação. No 8º mês, o obstetra pode recomendar também o suo do doppler, que permite acompanhar o fluxo sangüíneo do feto.
 
Exame Final
No último trimestre, as ondas entram de novo em cena. "Torna possível avaliar o crescimento e a posição do bebê, as condições da placenta, quantidade de líquido amniótico, enfim, se tudo está pronto para o nascimento da criança", explica Denise. "Com exceção das gestações de alto risco, não existe uma razão para aumentar o número de exames. A tendência, na teoria, é que não apareçam informações novas que justifiquem mudanças de conduta", termina.
 
(Fonte: Revista "Mãe, você e seu filho", edição nº 58)

 

 

TENHO MEDO DE PEDIR O ALÍVIO PARA A DOR
"Raqui, peridural ou mista? Muitas grávidas temem mais a anestesia do que o próprio parto.
E não há razões para isso"
 
Pensar na anestesia que precede o parto causa, às vezes, um friozinho na barriga. A aflição ocorre principalmente pelo local onde deve ser aplicada: na coluna. Quem já não ouviu as assustadoras histórias de mulheres que perderam os movimentos das pernas após a famigerada injeção? Hoje, estes problemas são quase lenda. "As técnicas melhoraram, agulhas de melhor qualidade e esterilização do material cirúrgico tornaram super-seguras as aplicações", informa o anestesiologista Marcelo Torres, do Hospital das Clínicas. "Nos últimos 14 anos, não me lembro de um caso sequer de paralisia causada por elas".
 
Há Novidades no Ar
Existem 3 opções para as parturientes. Além da peridural e da raquidiana, há, agora, a chamada analgesia combinada. Uma mistura das duas, ela reúne a rapidez da 2ª - que pode ser aplicada conforme as necessidades do trabalho de parto. "Ela tem menos efeitos colaterais do que as outras. Além disso, as substâncias usadas resultam em ação apenas analgésica e não anestésica. Ou seja, ela é capaz de tirar a dor sem comprometer a força muscular da mulher para expelir o bebê e sem diminuir as contrações", diz o Dr. Torres. Como a anestesia mista ainda é pouco conhecida por aqui, a maioria dos bebês nascem ajudados pelas alternativas tradicionais. Não importa o tipo, há sempre vantagens. Para a mãe, elas evitam dor e desconforto. Para os pimpolhos, chegam a poupá-los de desequilíbrios de oxigenação ou aumento da adrenalina circulante no organismo, condições resultantes de partos estressantes e com contrações exageradas, que podem dar complicações. "São raríssimas as mães que dispensam a anestesia. Só as naturalistas radicais. e mesmo elas, na hora H, às vezes desistem da idéia", afirma o médico.
 
Aplicação com Hora Marcada
O momento exato para a aplicação da anestesia depende do tipo. A peridural (mais utilizada em partos normais) é injetada quando a dilatação está em 7 ou 8 cm, ou seja, só na expulsão do bebê. "A anestesia combinada pode ser aplicada antes das contrações fortes, com 3 ou 4 cm de dilatação", diz o Dr. Marcelo. A raquidiana, que bloqueia mais profundamente as sensações, é usada em cesarianas. A raqui era vista como uma espécie de vilã pelas gestantes. Até hoje, há o medo da dor de cabeça atribuída a ela. "A cefaléia pós-raqui era freqüente há alguns anos atrás por causa das agulhas, muito grossas. A mulher não podia mexer-se durante 24 horas, para evitar esse inconveniente. Isso já não acontece, pois temos agulhas fininhas", conclui o especialista.
 
(Fonte:"Revista "Mãe, você e seu filho, edição nº 58)

 

 

RECÉM-NASCIDO TEM CORAÇÃO DIFERENTE
"As mamães de 1ª viagem se assustam quando o coraçãozinho do bebê bate rápido.
Saiba: está tudo ok!"
 
Ao pegar o recém-nascido no colo ou manipulá-lo na hora de seus cuidados, a mamãe pode se assustar com um pequeno coração em disparada. O pediatra carioca Carlos Acselrad diz que a velocidade se deve a complicadíssima - e maravilhosa - engrenagem fisiológica do bebê. "Simplificando para a linguagem leiga: proporcionalmente, o recém-nascido tem mais líquidos no organismo do que um adulto. O coração dele tem que trabalhar mais rápido para dar conta do volume". O ritmo vai caindo até o 2º ano de vida. Só para estabelecer uma comparação: a freqüência cardíaca de um indivíduo adulto oscila entre 60 a 80 batimentos por minuto. "No período neonatal, de 0 a 28 dias, o recém-nascido saudável tem entre 110 e 150 batimentos por minuto", explica Cláudia Giolo, neonatologista da UTI do Instituto da Criança, em São Paulo. "O trabalho do coração acompanha o metabolismo rápido do bebê. Isso é necessário para ser capaz de manter o ritmo, também acelerado, de crescimento". É praticamente a mesma freqüência no feto, pouco antes de nascer.
 
Rápido Demais
Embora a taquicardia (batimento cardíaco acelerado) do bebê pequeno seja diferente, ela pode acontecer. A anemia grave, insuficiência cardíaca e alguns tipos de lesões congênitas, bem como o aumento da atividade da glândula tireóide estão entre as causas do distúrbio. "Depois dos 28 dias, considera-se taquicardia uma freqüência acima de 150 batimentos por minuto". Quando ela aparece junto com outros sintomas, é sinal de alerta. Preste atenção. "Se além da aceleração, o bebê estiver pálido e suando demais, deve-se consultar rapidamente o pediatra", ressalta Cláudia. O motivo: o coração, devido à atividade intensa, vai perdendo a sua função de bomba e deixando de injetar eficazmente o sangue para todas as extremidades. "Mas são casos raros", tranqüiliza.
 
Devagarinho
Existem também pequenos corações que têm freqüência cardíaca lenta, abaixo de 80 batimentos por minuto. "A bradicardia, como é chamada, acontece principalmente por alteração dos níveis da glicose ou de outras substâncias que estão no sangue, como o potássio e o cálcio", enfatiza a neonatologista. Curiosamente, os sintomas aparentes de bradicardia urgente são idênticos aos da taquicardia: sudorese e palidez. "Entre as causas mais importantes está a intoxicação acidental por remédios. Por isso, todo o cuidado é pouco no momento de ministrar as doses", conclui Cláudia. Agora, pode ouvir tranqüila o coração do bebê.
 
(Fonte:"Revista "Mãe, você e seu filho, edição nº 58)